Ontem estava escrevendo um post sobre roupas até que recebi mensagens de uma prima. Ela me contou toda animada que tomou a decisão de mudar de rumo, que desde o dia 1º de Janeiro havia largado as porcarias, que ia se matricular na academia, mas estava perdida e queria minha ajuda.

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Êta dúvida, hein mana!? O que comer? Qual atividade física escolher? Afinal, são taaaantas opções! Imagem:
Mulher sorrindo e pensando em sua escolha de atividade esportiva. Ícones esportivos desenhados na parede de concreto, by Shutterstock

* Uma pequena observação: preciso dizer o quanto fiquei feliz? hahahahah É a segunda prima que veio falar comigo nessa semana e se tem algo que me deixa mais feliz é saber que contam comigo nesse sentido. Ainda mais pessoas queridas! 

Para você ter uma idéia, essa minha prima (ok, prometi que não ia falar seu nome! 🙊) começou a fazer faculdade e passou a ter uma alimentação péssima, jantava junk food várias vezes por semana e tomava refrigerante no café da manhã. Sem contar que nunca foi à uma academia na vida.
Foi aí que decidi deixar meu post sobre roupas para outra semana e escrever esse especialmente para as iniciantes.
E aí, decidiu mudar de vida, cuidar da saúde e está perdida? Vem comigo que te dou uma mãozinha! 🙂

Simples, comece do começo

O primeiro passo é tomar a decisão de mudar.

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Chegou o momento de mudar, sair da zona de conforto! Imagem:
Menina de mochila olhando mapa, by Shutterstock

O passo seguinte é sair do ponto de decisão e dos blablablas, ou seja, deixar a teoria e partir para a prática. Até porque mudar a maioria das pessoas querem, mas agir que é bom…nada.
Se não fosse tão comum, nem existiria aquela piadinha de sempre: entra ano, sai ano e aquela antiga resolução, que já virou uma bola de neve, sendo transferida para o ano seguinte.
O processo para largar um hábito ruim não é tão ‘melzinho na chupeta’. O nome disso é sair da zona de conforto e se fosse fácil, não haveriam tantas desistências. Mas, para não o assunto não ficar longo demais aqui, sugiro a leitura desse post.

Procure um nutricionista

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Nutricionistas são os maiores aliados na hora de escolher os melhores alimentos de acordo com o objetivo de cada um. 😉 Imagem:
Nutricionista segurando com uma forquilha alimentos frescos como tomate, pimentão e pepino. Dieta e emagrecimento. Alimentação saudável, by Shutterstock

Talvez você, assim como minha prima, já largou as porcarias e começou a emagrecer, o que chamamos de atitude emergencial.
Mas não é só fazer dieta e está tudo certo? SIM e NÃO. Explico abaixo:

  • SIM, porque se já tomou a decisão de mudar os hábitos alimentares é bom fazê-lo logo (pra ontem!), antes que pinte mais um desânimo e corra o risco de abortar a missão.
  • NÃO, porque vai chegar um momento em que você não saberá mais para onde ir. É aí que entra o (a) nutricionista! É pra ele (a) que você vai contar como é sua rotina. É ele (a) que vai montar uma dieta de acordo com seus objetivos e vai fazer todos os cálculos de medidas e alimentos, inclusive te orientar sobre o que comer antes e depois do exercício. Lembre-se que você é um ser humano único e nada se compara a algo feito sob medida para você! 😉

Até o dia da minha consulta o que eu vou comer? Na dúvida, faça a ‘dieta da feira’, coma comida de verdade: arroz, feijão, frutas, legumes, vegetais. Prefira os grãos integrais aos refinados. Substitua os temperos prontos por temperos naturais: alho, cúrcuma, pimenta, orégano, cebola, gengibre, hortelã, manjericão, cheiro verde…são tantos! Opte por fazer alimentos cozidos no vapor ou grelhados. Evite preparar alimentos com óleos vegetais (soja, milho, canola – que aliás, é uma “planta” que que não existe) e se possível substitua por óleo de coco, azeite, gordura animal, como banha (sim, aquela que sua avó usava) e manteiga. Às vezes faço ovo e carne só com água e fica superbom. Entende? Abuse das especiarias e temperos naturais! Comida de verdade, sem frescura. Seu bolso e sua saúde agradecem.

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Aprenda a ler rótulos, assim você não corre o risco de cair na pegadinha da embalagem. Imagem:
Mulher no supermercado lendo informação nutricional e comparando dois produtos, by Shutterstock

Se for comprar industrializados, procure desprender-se da embalagem e aprenda a ler rótulos – a regra é: o que está em primeiro é o ingrediente mais abundante. Se tiver nomes estranhos, como: glutamato monossódico, gordura vegetal hidrogenada (trans), açúcares (que também são nomeados como maltodextrina, dextrose, sacarose, glucose, glicose, xarope de milho, frutose…), aditivos químicos e conservantes, evite. Não é porque está à venda como produto alimentício que podemos comer sem preocupação. Existem pegadinhas e nunca despreze as porções informadas. “A diferença entre remédio e veneno está na dosagem.” (Paracelso) 😉

Faça um check-up

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Aproveite a oportinidade para ver como está sua saúde. Imagem:
Coração vermelho e um estetoscópio, by Shutterstock

Antes de começar qualquer atividade física, verifique se está tudo ok contigo. É o momento de tirar a prova dos 9 (olha eu entregando a idade rs) e ver como você está de saúde, se existe alguma alteração nos exames, como está o coração para praticar atividade física e por aí vai.

Descobri uma Esteatose Hepática Grau 3 (uma doença silenciosa) em exames de rotina e por isso tive que fazer uma dieta hiper restritiva. Imagina se não tivesse descoberto e isso evoluísse para uma cirrose não alcoólica?

Aproveite que está começando e faça direitinho. É uma oportunidade pra ver se precisa tratar algo, se existe alguma intolerância alimentar e tirar a dúvida se pode ou não fazer a atividade física escolhida (algumas exigem mais do sistema cardiovascular e articulações).
Inclusive assessorias esportivas, personal trainer e academias mais sérias te pedem exame médico no ato da matrícula. #ficaadica

Na parte 2 falarei sobre como escolher uma atividade física pra chamar de sua. 😉