Esse é um convite que eu tenho negado com frequência desde a W21K que aconteceu em outubro do ano passado, a primeira meia maratona que eu completei. E tem uma de gente que não faz ideia do motivo pelo qual tenho recusado tantos convite, pois bem, senta que lá vem história.

A corrida foi um esporte que entrou na minha vida por um acaso, me fez muito feliz, disposta e animada, mas nunca tive grandes planos para ela. O que eu mais curtia da corrida era o lance de estar na vibe de acordar cedo no domingo para encontrar com os amigos “naquela” prova. Não, péra! O grande lance da corrida para mim é o fato dela ser uma ótima aliada na perda de peso, essa é a grande verdade. Mas a vibe do domingo realmente aconteceu.

Em uma das minhas primeiras provas de rua

Em uma das minhas primeiras provas de rua

Na minha vida inteira de praticante de atividade física, sempre corri da corrida. Achava muito chato e monótono aquilo, afe. Mas quando encontrei na corrida a aliada dos sonhos para manter a pança em dia, passei a treinar com frequência. Muitas vezes deixava de fazer musculação para correr, tamanha paixão que eu estava pelos benefícios da corrida no meu bucho.

Aí apareceu a oportunidade de participar de uma meia maratona e eu resolvi topar porque estava encantadíssima pelo esforço e conquista da Japa – Erica – Girl na meia maratona do Rio. A verdade é que eu nunca tinha imaginado sair dos 5k, mas me empolguei e fui.

Olha, mal sabia eu que ao fazer a inscrição para a meia eu tinha aberto a porta da minha vida para tanta gente meter o bedelho. Se fosse ajuda do bem seria ótima, mas não era. Eu nem vou listar tudo o que aconteceu entre a inscrição e a prova de fato, mas tudo que poderia acontecer para atrapalhar os meus treinos e a minha prova aconteceu. TUDO! Mas tinhosa que sou, eu completaria essa meia nem que fosse arrastada. Não foi o que aconteceu, mesmo tendo que deixar minhas amigas irem na minha frente, completando a prova cheia de dor e em um tempo absurdamente alto (para alguns). E apesar de tudo, foi uma das melhores experiências com o esporte que já vivi.

Depois da meia eu não podia nem ouvir falar de corrida, eu tinha enjoos de verdade. Muita gente achou que eu tinha parado de correr por conta da fascite plantar, mas a verdade foi que eu dei uma parada na corrida porque fiquei de saco cheio de tanta cagação de regra. Socorro, migs, vocês não fazem uma ideia de como tem um povo chato pra cacete por aí.

Em um dos primeiros posts aqui do Acordei Disposta, a Carô fala sobre esse lance de fôrma. Carô falou com o jeitinho fofo dela de ser e agora vou ressaltar com meu jeitinho “bazuca” de ser: quem corre e anda por 21 km é meia maratonista sim, quem corre e anda por 42 km é maratonista sim, quem corre e anda por 100 km é ultra sim, senhor. Aqui nessa birosca ninguém está preocupado com seu tempo, nós estamos interessadas e dispostas a vermos vocês praticando uma atividade física com frequência e que te dê prazer. Fim!

De outubro pra cá tive a oportunidade de conhecer 2 pessoas que me dão muito orgulho, no maior esquema “quero ser assim quando eu crescer”: Aline e Michele. A Aline conheci durante a meia, um amorrrrrrrr, fez uma parte da corrida comigo, Eri e Carô. Até que ela deu uma disparada e deixou nós 3 para trás. Mesmo assim, quando ela cruzava comigo, ela me chamava para dar um empurrãozinho. Ah, e Aline está treinando para uma ultramaratona. Desculpa, gente. A Michele conheci há 2 semana, no treino #NTC da Nike. A Japa já a conhecia e fomos conversar sobre o Desafio do Dunga que ela completou em janeiro (para quem não sabe, o desafio consiste em completar provas diárias de 5k, 10k, 21k e 42k). O Desafio do Dunga é aquela coisa que a pessoa já merece parabéns por pensar em fazê-lo um dia, pois a Michele completou os 42K em 7 horas. SETE horas!!!! Essa mulher merece medalha dobrada. Vocês fazem uma ideia do que é passar 7 horas lutando com a cabeça para não desistir do seu objetivo? FAZEM UMA IDEIA???!!! Michele, parabéns de novo por sua garra.

Aline e Michele, respectivamente. Minhas "ídolas"

Aline e Michele, respectivamente. Minhas “ídolas”

Entenderam porque não gostamos de formas? Padrões fazem com que mulheres dedicadas passem desapercebidas. Fora da “elite” dos esportes, tem muita elite também.

Ah, e sobre a minha relação com a corrida, gostaria de dizer que demos um tempo, mas não é definitivo. Até porque minha pança clama por uma corridinha. Será que nos veremos em breve? 😉