Pra quem não sabe, eu já treinei Judô, por uns 3 meses, mas treinei. Na época que eu morava em Campo Grande, o Sensei Luciano Carvalho Bittencourt era meu parça, brother do coração. Apesar do Luciano ser uma pessoa muito influente e conhecida no Judô Sul Matogrossense, pra mim, ele não é Sensei, é o “Luzes” e ainda é meu brother mesmo sem vê-lo há mais de fucking 8 anos.

E porque eu estou falando dele? Porque foi ele que insistiu muito para que eu e a Pri fossemos treinar judô depois de “grande”, hahahaha. Foram 3 meses de palhaçada, risadas e depois de infernizar as aulas, desistimos. Ter que jogar para fazer rolamento mais alto era adrenalina demais pra mim.

Eu resolvi contar um pouco sobre essa passagem da minha vida porque é legal saber sobre as regras dos Jogos, mas é bem chatinho, então resolvi descontrair um pouco 😛 Agora vamos falar sobre as regras do Judô porque esse é um esporte que a maioria assiste, sempre rola medalha para o Brasil e muitas vezes entendemos lhufas do que aconteceu 😉

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Sarah Menezes em ação. Uma das brasileiras com chance de vaga para as Olimpíadas Rio 2016, categoria peso-ligeiro (até 48 kg).

REGRAS

O desafio consiste em derrubar o adversário com as costas toda volta para o chão (Ippon), imobilizá-lo no solo por 20 segundos ou forçá-lo a desistir.

  • A pontuação varia de acordo com o sucesso alcançado na aplicação de uma técnica:
    • Yuko – pontuação mínima do judô, obtida ao derrubar o adversário de lado ou ao imobilizá-lo por 10 segundos;
    • Wazari – resultado da queda do adversário sem bater totalmente com as costas no chão ou sem todos os requisitos do ippon – força, agilidade e controle. Também pode ser obtido com uma imobilização de 15 segundos. Dois wazaris correspondem a um ippon;
    • Ippon – golpe perfeito do judô – quem consegue aplicá-lo, vence a luta. Consiste em jogar o adversário com força, velocidade e controle com as costas no chão. Também pode ser obtido com uma imobilização de 20 segundos ou com a desistência do oponente em virtude da aplicação de uma chave de braço ou estrangulamento.
  • A luta tem duração de 5 minutos para o masculino e 4 para o feminino e, caso termine em empate, o confronto vai para o golden score: vence o atleta que pontuar primeiro, sem limite de tempo.
  • O árbitro fica dentro da área de combate e tem o controle total da luta, podendo interrompê-la a qualquer momento. É ele quem avalia a luta e marca os pontos que decidem as disputas.
  • Os judocas competem usando judoguis (ou quimonos), uniformes compostos por casaco e calça de pano espesso de cores diferentes: um de azul e outro de branco.
  • Não é permitido dar socos ou chutes. Caso o árbitro considere que um desses atos foi intencional ou colocou em risco a integridade física do adversário, pode penalizar e até desclassificar o atleta. Atos de indisciplina também podem ser penalizados.
  • A ação acontece na área de cor amarela, que é envolvida pela área de segurança, de cor verde.
  • Os tatames são feitos de material sintético especial que absorve bem o impacto. Apesar de ouvir o forte barulho do golpe, dificilmente o atleta se machuca.

O BRASIL E O JUDÔ NAS OLIMPÍADAS RIO 2016

Por ser o país-sede das Olimpíadas, o Brasil tem 14 vagas garantidas no Judô. 7 em cada categoria por peso no masculino e mais 7 no feminino.

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No Judô feminino darei destaque a Erika Miranda, 3ª do ranking, categoria peso meio-leve (até 52 kg). Considerada a “vovó” do Judô por ser a mais velha da turma que viaja junta para as competições, Erika foi uma das atletas escolhidas para carregar a tocha Olímpica.

Você sabia?

– Com 218 kg, Ricardos Blas Junior, de Guam, é o judoca mais pesado que já competiu nos Jogos Olímpicos da Era Moderna;

– Inicialmente, todos os judocas competiam de branco para manter a tradição da arte marcial. Mas para facilitar a distinção entre os atletas e o acompanhamento das lutas um dos judocas passou a se apresentar de azul;

– Aurélio Miguel, em Seul 1988, conquistou o primeiro ouro do Brasil no esporte sem marcar um único ponto. Duas vitórias foram decididas pelos juízes e outras três por falta de combatividade dos rivais.