Quem acompanha o AD pelo Instagram já viu que eu estou de volta às aulas de natação e resolvi escrever um pouco sobre esse assunto por aqui porque amo posts no estilo “diarinho” (e espero que vocês também).

Tem pouco mais de um ano que a corrida se tornou uma “obrigação” na minha rotina de treinos. E vou falar, fazer alguma coisa por obrigação é um saco, ainda mais quando está relacionada aos treinos. Eu continuava dando umas corridinhas curtas na esteira para manter o peso, mas em fevereiro desse ano as dores na planta do pé voltaram com tudo e estavam incomodando demais, então parei de brigar com a dor e larguei a esteira de vez. Eu sabia que só assim conseguiria melhorar da fascite. Mas eu sentia falta de fazer outra atividade além da musculação e fiquei um tempo pensando por qual esporte eu poderia “substituir” a corrida e foi aí que veio em mente a natação. Por conta da minha coluna, eu não posso fazer qualquer tipo de esporte e a natação é uma ótima opção por ser uma atividade sem impacto.

Eu havia feito natação há uns 7/8 anos por um período curto, lembro que tinha curtido, mas optei por parar porque a logística era péssima, as aulas um pouco caras (eu tinha feito um plano da ACM da época) e não estava fluindo como deveria. Então parei a natação e nunca mais tinha pensado em voltar. Até agora 😉

Com a minha situação atual, eu não teria mais problemas com logística (o que é o fator mais relevante na hora de escolher uma academia ou modalidade física para treinar), era questão de criar coragem mesmo. E como eu não queria chegar para uma aula de natação aqui e no prédio e nunca mais aparecer, fiz um teste antes de começar a frequentar as aulas: desci um dia pela manhã e dei umas braçadas para ver como eu me sentia. E foi ótimo! Saí da piscina em sentindo muito bem após a “brincadeira”. Então reorganizei algumas coisa em casa com o maridôncio e passei a descer para frequentar as aulas de natação que acontecem aqui no condomínio 2 vezes por semana às 21:15.

Na primeira aula de natação eu sofri. Fiz a aula morrendo, parecia que meu pulmão ia explodir, hahaha. Mas o professor observou, corrigiu algumas coisas que eu estava fazendo “errado” e rapidinho as coisas engrenaram. Fiquei com a sensação de que nadar é como “andar de bicicleta”. Rapidinho meu corpo se readaptou, o cérebro lembrou de aulas passadas e os movimentos passaram a fluir de forma mais natural em um tempo muito menor do que eu esperava. Foi muito interessante perceber isso.

O fato de ter incluído a natação na minha rotina me deixou mais feliz porque parei de me culpar pelo fato de não estar conseguindo subir na esteira para correr. E tirou essa cobrança que eu tinha com o fato de que “todo mundo” gosta de correr e eu não. Não deve existir esse tipo de cobrança, quando falamos na prática da atividade física. O importante é sempre buscarmos um prática ou um esporte que nos deixe feliz. Imagina ter que sair de casa para treinar depois de um dia exaustivo de trabalho pra fazer uma coisa que você não gosta? Muito melhor fazermos algo que gostamos porque atividade física além de trabalhar o corpo ela deve ajudar a esvaziar a mente, deve ajudar a desopilar.

Fiquem de olho porque voltarei em breve para falar mais sobre a natação aqui no blog.