Eu sou apaixonada por rotulagem de alimentos, mas nem sempre foi assim. Eu não fazia ideia do que poderia conter dentro de um pacote de um alimento. O “amor” pela leitura de rótulos só apareceu quando a Rafaela tinha aproximadamente 1 ano e começaram a apareceram com os primeiros sintomas da Dermatite Atópica. Antes dela ser diagnosticada com a D.A., a médica, na época, achou que ela poderia ter alergia à proteína do leite de vaca e foi aí que eu descobri a importância de ler os rótulos e descobri a grande gama de ingredientes que pode conter em um determinado produto existem e que não fazemos ideia do que possa ser.

Para quem está chegando aqui agora, informo que não sou nutricionista, sou apenas uma mãe super exigente com a alimentação das filhas (conhecida por alguns como “mãe chata”). Na verdade, não só com a alimentação das filhas, mas sim com a alimentação de todo o núcleo familiar, pois na hora de passar uma boa educação alimentar para minhas filhas, eu preciso praticá-la. Não adianta falar para minhas filhas que elas não podem consumir refrigerante, por exemplo, se elas vêem muitas crianças da mesma idade consumindo e os pais delas também. Por isso falei em educação alimentar, pois devemos explicar aos nossos filhos a razão de não consumir determinados alimentos. Não adianta só falar que não pode e fim. Sem educação, na primeira oportunidade que ele tiver, ele vai consumir os alimentos proibidos em casa, podem apostar.

Mas voltando ao foco do post, “por que devemos ler os rótulos dos alimentos industrializados?

Primeiramente devemos ler para saber o que tem dentro daquele pacote. Infelizmente, nem tudo que parece é. Explico: é comum encontrarmos nas prateleiras dos supermercados alimentos ditos como integrais na embalagem, mas que ao lermos o rótulo, a farinha de trigo integral não é predominante na lista de ingredientes. Ou acharmos um produto que na embalagem diz que ele é sem açúcar, quando na verdade ele tem açúcar, só está com um nome diferente na lista de ingredientes. E por aí vai.

As práticas que mencionei acima são muito comuns na indústria. E por isso vou dar início a uma série de posts explicando sobre alguns ingredientes que encontramos nos alimentos industrializados para que vocês possam olhar dentro do armário de vocês e verem o que realmente estão consumindo e aprenderem a fazer escolhas mais saudáveis. O ideal é que o consumo de “comida de verdade” seja predominante, mas quando for necessário recorrer ao produto industrializado, seja possível escolher uma opção melhor. Existem muitas opções bacanas na indústria alimentícia.

A ideia não é apontar defeitos e sim ensinar a fazer escolhas melhores. Quando a gente começa a ler os rótulos dos produtos, o tempo que ficamos no supermercado tende a aumentar um pouco, mas isso é temporário. Rapidinho pega-se “a manha” e a coisa toda entra em modo automático. Eu, por exemplo, para facilitar, quando a lista de ingredientes é gigante eu nem leio tudo. Devolvo o produto para gôndola e passo para a próxima opção. E vou falar, com o tempo vamos ficando tão “pró” que a quantidade de industrializados diminui bastante. Aqui em casa diminuiu muito, principalmente por conta da Rafaela e depois do Whole 30 diminuiu ainda mais.

Eu acho esse assunto tão fantástico e tão amplo que dá para falarmos sobre muita coisa ligada à alimentação. Espero que gostem do assunto e deixem sugestão sobre o tema para que possamos aprender juntas, já que ainda tem muita coisa que eu não sei exatamente o que é ou para o que serve.