Se algum dia me falassem que ficaríamos um período sem sair de casa, com comércio, empresas e academias fechadas, eu diria que seria impossível. Uma grande loucura. Porém temos vivido isso há 15 dias e indo para a terceira semana de confinamento, e vou te falar, não é fácil.

Sempre que algo muito diferente acontece, eu tento voltar a razão para mim e analisar como estou lidando diante do caos. Modestamente falando, acho que estamos lidando bem com o confinamento. E aí me questiono mais: “Como eu, que sempre fui tão intolerante e impaciente, estou conseguindo driblar isso tudo sem me estressar?”, “Como eu que nunca gostei de cozinhar todos os dias, estou fazendo isso sem reclamar?”, “Como eu que sempre reclamei de treino funcional, estou conseguindo treinar na sacada da minha casa todos os dias pela manhã?”. A resposta é a mesma para todas as perguntas: eu amadureci. Diante do caos instalado, é minha responsabilidade manter a ordem da casa, as meninas calmas e tranquilas, fazer com elas as lições, providenciar todas as refeições, lavar roupa e louça, trabalhar e cuidar de mim.

Os últimos 2/3 anos vieram acompanhados de muita mudança da minha parte, muito amadurecimento para entender e lutar (com coragem) com os desafios que a vida estava apresentando para mim. Desafios sempre temos durante a vida, a questão é que nunca lidei com eles com muita maturidade, sempre terceirizada a responsabilidade. No dia que trouxe a responsabilidade para mim, tudo começou a caminhar de forma melhor. Isso é muito doido!

O processo não foi simples e nem fácil. É cheio de tropeços e recomeços, mas o importante é que noto evoluções. Se essa quarentena acontecesse há 5 anos atrás, teríamos uma criança mimada em casa, tenho que lidar com uma situação nova e aposto que, reclamando de tudo e de todos. O fato de não reclamar, de fazer a minha parte, deixa tudo muito mais tranquilo.

No Instagram (se não segue lá ainda, fica o link) eu sempre comento sobre esse processo de amadurecimento e desenvolvimento. Acho que colocarei ele aqui para cair nas mãos de quem possa interessar. E até mesmo para eu me lembrar com detalhes de como foi tudo.

Espero que por aí esses dias em casa estejam sendo de muito aprendizado e tolerância. Lembre-se que temos certas responsabilidades e quando a cumprimos tudo fica muito mais fácil, do que quando as postergamos ou empurramos com a barriga.

Volto em breve 🙂

Com eles e para eles