O ano mal começou e já estamos em Março! 😱😱😱
* Pausa para um sentimento: eitaaaaaaa, poha lasqueira.

E como o tempo passa voaaaando e desde dezembro não brincamos de fazer uma wishlist, decidimos então, listar mimos que gostaríamos de ganhar (alô, maridus!) ou nos auto-presentear (por que não?). A idéia é escolher produtos ou serviços pra se mimar ao máximo. <3 Bora ver o que cada uma escolheu?

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1. Anel Twist (rosé), Nina Bruni – Adoro um anel delicado, peguei mania de andar sempre com vários. Esse todo torcidinho (e com diamante, porque não sou obrigada HAHAH) tá muito lindo e delicado. Adoro ouro rosé, até minha aliança é nesse cor, então eu usaria muito.

2. Gel Esfoliante Corporal Papaia e Damasco, Feito Brasil –  Porque eu amo esfoliante, me dá a sensação de que o banho foi mais relaxante. Esse deve ter um cheiro muito bom.

3. Sabonete em Barra Macarons, The Beauty Box –  Falei do esfoliante, mas o que mais gosto no banho é o sabonete. Sou a doida deles, sempre amo quando ganho de presente e quando meu estoque de sabonetes cheirosos em casa acaba sempre vou procurar algum novo. Esses de macaron parecem ser uma delícia!

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1. Hidromassageador para pés, Multicoisas – Meu sonho de consumo esse massageador para os pés 😛

2. Liquidificador Individual, Hamilton Beach – Para deixar o suco verde de todo dia mais prático.

3. Day Spa ‘Meu Momento 3 horas‘, Buddha Spa – Outro dia mencionei no Instagram que eu queria poder fazer massagem 1 vez por semana, quem viu? Como mulher, dona de casa AND MÃE, se eu ganhasse um voucher para ficar 3 horas recebendo massagens e mimos juro que choraria de emoção. Caiu uma lágrima só de imaginar isso, hahahahahahah.

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1. Kindle 7ª Geração, Amazon – Minha primeira escolha é um mimo para meu cérebro. hahahah Confesso que no início torci o nariz para o Kindle (sou apaixonada por livros de papel), mas rapidinho as meninas me convenceram do que ando perdendo. Meu tempo livre de leitura é geralmente à noite, antes de dormir, algo que anda beeem difícil ultimamente com um livro de papel (minhas vistas sensíveis doem e se cansam rapidamente). Fora a praticidade de poder carregar quantos livros quiser em um só dispositivo.

2. Base Diorskin Nude (cor 030), Dior – tenho a pele sensível (alô, rainha Alergia) e são poucos produtos que não me causam coceira ou dermatite (que parece acne). Essa base é perfeita pra minha pele, dá um toque seco sem agredir e não deixa com aquela aparência “reboco”. Quando a minha acabou, comprei outra pra testar, mas não conseguiu superar as minhas expectativas. Pelo jeito vou ter que voltar pra minha queridinha. hahahaha

3. Tratamento Capilar ‘Combinado’, Spa Dios – quem pratica exercício físico, sobretudo corrida, sabe o quanto a combinação atividade física + suor + sol + prender o cabelo DE-TO-NAM os fios. Se você usa tintura então…danou-se! rs Como não quero deixar de ser japa loira, nem minha mecha a la Cruela De Vil dar as caras, só um tratamento top das galáxias pra dar um jeito nesse picumã. 😛

E aí, algum mimo coincide com o que você também gostaria de ganhar? Conta pra gente! 😀

erica

36 anos, de São Paulo, gestora de moda. Filha de pai japonês e mãe nordestina (Pi), é paulistana de nascença, mas já morou em Manaus,...

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Era outubro de 2011, meu cunhado estava se formando na faculdade e eu precisava de um vestido bem bonitão para a festa. Não queria gastar muito, então fui pra José Paulino procurar alguma coisa que fosse do meu agrado. A grande surpresa, logo na primeira loja: nenhum vestido servia em mim, apenas aqueles de senhora, sabe? E assim foi em praticamente todas as lojas, até que em uma encontrei um modelo ok, pedi logo o tamanho 50 e pronto, comprei. O vestido era lindo, a cor era uma das minhas favoritas, fui ao salão fazer cabelo e maquiagem e nem assim me senti tão bonita quanto deveria. Aquela história de ter ido procurar vestido e ter que limitar minha escolha entre os que serviam estava engasgada. A coisa piorou quando vi uma das fotos da colação de grau e eu quase não me reconheci, de tão gorda que me achei na foto. Pode parecer fútil e besta, mas foram essas as duas coisas que me fizeram pensar em fazer um regime pela primeira vez em muitos anos.

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A foto da colação de grau em que não me reconheci e o vestido lindo que serviu em mim.

A primeira coisa que você deve estar se perguntando é “Como assim ela não percebeu que estava assim?”. Simples: eu estava passando por uma grande mudança na minha vida e não reparei em mim. Depois de 10 anos de namoro, eu e o noivo finalmente tínhamos saído das casas dos nossos pais e estávamos morando juntos. Eu cozinhava coisas gostosas pra gente, me jogava forte na comida congelada quando tinha que trabalhar demais…. e assim fui engordando. Em poucos meses nem sei quantos quilos engordei, já que balança era uma coisa que eu não usava há tempos. Mas calma, não foi que engordei da noite para o dia. Me formei na faculdade em 2005, com o meu menor peso depois de adulta. Desde a pré-adolescência eu era gordinha, mas quando comecei a estagiar e fazer faculdade a correria me fez emagrecer. Estava com 65kg, feliz e com um corpo que nunca tinha tido antes. E aí, depois de formada, passei a comer mais à noite. Nessa época eu voltava do trabalho com o noivo e não era difícil a gente fazer um desvio para jantarmos juntos. Foi assim que a numeração da minha calça foi subindo aos poucos.

Entre 2006 e 2011 me acostumei a usar calças mais largas e blusas que não marcassem a barriga. Acostumei a comprar a roupa que me servisse na loja e não a que eu realmente gostasse. Me acostumei a me vestir de um jeito que não combinava comigo, mas que simplesmente cabia em mim. E foi assim que cheguei aos 88kg que a balança esfregou na minha cara logo que voltei da José Paulino com o vestido da foto aí de cima. OITENTA E OITO QUILOS. Juro que nunca passou pela minha cabeça que eu tivesse esse peso. Não é um peso absurdo, mas para mim foi um choque.

Em dezembro de 2011, um pouquinho mais magra por ter feito alguma dieta meio doida e em agosto de 2012, logo depois de ter começado a frequentar o Vigilantes do Peso.

Em dezembro de 2011, um pouquinho mais magra por ter feito alguma dieta meio doida e em agosto de 2012, logo depois de ter começado a frequentar o Vigilantes do Peso.

Fiquei meio em choque e comecei a tentar tudo quanto é dieta maluca que conhecia. Consegui emagrecer um bom tanto, até que operei o pé em abril de 2012 e fiquei 3 meses sem andar direito. Como ia trabalhar e não conseguia sair para almoçar, tinha que me contentar com comida de delivery. Em casa, também pedíamos bastante comida fora porque o namorado estava trabalhando bastante e eu não conseguia ficar em pé o tempo suficiente para cozinhar. E o que que aconteceu? Engordei de novo praticamente tudo o que havia perdido! 🙁

Quando voltei a andar normalmente, uma colega de trabalho me disse que iria voltar a frequentar o Vigilantes do Peso, na hora do almoço, uma vez por semana. Como ela já tinha frequentado e adorado, topei ser a acompanhante dela. Assim ficamos uns 6 meses, indo nos pesar uma vez por semana e assistindo as palestras. Eu adorava a metodologia do Vigilantes, é o tipo de filosofia que combina comigo: comer de tudo, em quantidades corretas e sem exageros. Facilmente eliminei 10kgs, fiquei toda feliz e super motivada.

Até então eu só fechava a boca, nada de fazer exercícios. Depois daqueles 3 meses sem andar direito, eu tinha colocado na minha cabeça que iria correr assim que o médico liberasse. Vocês já ficaram sem poder andar? É angustiante e eu invejava horrores os amigos que corriam por aí, então foi assim que a corrida apareceu na minha vida. Com a liberação do médico e os primeiros quilos perdidos no Vigilantes, me empolguei. Primeiro passei a caminhar em volta de uma praça grande perto de onde morava. Aí intercalei com o trote, aos poucos fui intercalando corrida e, quando vi, tinha conseguido dar uma volta inteira na praça (que tem 1km) correndo o tempo todo. Lembro a sensação daquele dia, que vitória!

Estava indo tudo bem, até que veio o platô e estagnei no emagrecimento. Minha colega também estava passando por isso, o trabalho começou a ficar uma loucura e nós deixamos de frequentar as reuniões. Mesmo caminhando/correndo, sem fazer nenhum regime, os quilinhos voltaram. Não recuperei tudo, mas os 3kgs que voltaram me deixaram mais pesada para correr. Eu continuava trotando/correndo e nem me ligava que isso poderia me atrapalhar ou fazer mau. Comecei a sentir dores no joelho direito ao sentar, subir escadas, cruzar as pernas… Procurei um médico e ele me falou para pegar leve, evitar correr por um tempo, fazer muita compressa de gelo e tomar alguns remédios. Fiz tudo direitinho e ainda assim sentia dores.

Fui levando um bom tempo assim, correndo 5kms, me divertindo e lidando com a dor. Consultei outros médicos e todos sempre me diziam para tomar remédios e maneirar na corrida (coisa que eu fazia, juro!). Até que me mudei para Santo André, encontrei um que me disse a real: “Seu joelho sofre com o excesso de peso, caso algum dia você queira aumentar a quilometragem das provas, vai ter que emagrecer” e me passou remédios que realmente fizeram efeito para a inflamação que já se prolongava por tanto tempo. Foi uma coisa muito louca do destino, porque ouvi isso uma semana antes de receber o convite para participar de uma meia maratona. Nunca tinha pensado em correr essa distância e, eu que estava ainda nos 5kms, achava impossível. Ao olhar o tempo de prova, achei que daria conta numa boa, até andando e aceitei o convite. Junto com o convite, veio a convicção de que eu tinha que me cuidar para correr bem e sem dores.

Diferença que dá pra ver no rosto: eu em 2005, 2011 e 2016.

Diferença que dá pra ver no rosto: eu em 2005, 2011 e 2016.

Logo no dia seguinte já comecei a cuidar da alimentação. Cortamos a maior parte dos doces lá em casa, todo o refrigerante e suco pronto, passamos a ir na feira toda semana, demos prioridade aos produtos integrais e naturais. Em todas as refeições eu comia alimentos frescos, troquei os doces pelas frutas, ia para a academia fazer fortalecimento todos os dias. O noivo passou a ir comigo, me deu a maior força e assim fomos emagrecendo juntos e descobrindo um pique que não tínhamos há anos. Como dessa vez a mudança na alimentação tinha um motivo muito claro pra mim, foi tranquilo. Conforme eu emagrecia, sentia que rendia muito mais nos treinos. As roupas passaram a cair melhor, depois passaram a cair da cintura. Eliminei  12kgs em quase 4 meses, coisa que antes só teria conseguido com muito sofrimento. Emagreci sem pensar em emagrecer, só em me cuidar. Fiquei com a pele melhor, mais bem humorada, mais feliz. Passei a acreditar muito mais em mim, por ter força de vontade de correr atrás de algo que eu achava impossível para mim antes de ter resolvido fazer.  Sinceramente? Eu fiquei me achando fodona, pica das galáxias. Todo esse processo levantou minha auto-estima de uma maneira que nunca pensei que fosse possível. O resultado não podia ser outro: completei a prova tranquila, sem dores, conseguindo até dançar logo depois da linha de chegada, se quisesse. Uma vitória e tanto, me orgulho muito disso.

Comecei 2016 20kgs mais magra do que terminei 2011. Cinco anos é tempo pra caramba, tem gente que emagrece muito mais em um tempo bem menor, mas pra mim foi esse o tempo que precisei para me acertar comigo mesma. Esse foi o meu tempo certo. Ainda tenho alguns quilos para eliminar para chegar ao peso que eu gostava de ter quando saí da faculdade, mas estou indo atrás disso tranquila, com calma. Tudo no meu tempo.

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Tenho que confessar: eu estava meio “assim” de começar esse post. Tava mesmo. E tenho motivo: não acho que eu tenha feito grandes coisas. HAHAHAHA. Emagreci? SIM. Tô mais feliz comigo mesma? SIM. Uma coisa tem a ver com a outra? SIM. Mas, se eu tivesse que escolher uma coisa dessa experiência toda, com certeza não seria a perda de peso. Primeiro porque acho mesmo que a gente tem é que se gostar como é. Alta, magra, gorda, baixa… todo mundo tem qualidades e tem que se amar acima de qualquer coisa. Segundo porque era justamente disso que que eu tava mais precisada: me gostar e saber que sou capaz de fazer coisas que nem imagino. Essa foi a grande mudança nesses 5 anos.

ana

32 anos, do ABC Paulista, diretora de arte. Já nadou, jogou futebol, correu, praticou musculação... Mantém a disposição se alimentando bem e se mexendo regularmente.

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Na sexta passada eu, Carô e Eri Acordamos Dispostas a experimentar uma comida totalmente diferente do que estamos habituadas. A ideia era quebrar todas as barreiras possíveis. Como sou super fã de carne vermelha, e cheia de #mimimi na hora de comer, o desafio consistia em descobrir se eu seria capaz de comer um hamburguer fake e achar saboroso.

Optamos pelo Wheat Organics, uma mistura de Restaurante e Biopadaria. Fiquei sabendo desse lugar através do primo do Maridôncio que já havia visitado o local e comentado comigo que era bem legal.

Escolhemos 3 pratos diferentes para podermos fazer um teste mais abrangente.

Carô escolheu um dos pratos que fazia parte das opções do dia: salada de folhas com pasta de shitake + beringela gratinada com batata doce assada + farofa doce com iogurte. Valor do prato: R$ 42,20 (com chá)/R$ 38,20 (sem chá)

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Amei meu prato, tudo super saboroso!
A salada de entrada estava deliciosa, a pastinha de shitake deu vida ao prato. O prato principal me saciou bem e a textura era ótima. A sobremesa não me agradou tanto porque não sou muito fã de granola (e no final das contas a farofa lembrava bastante granola), mas mesmo assim estava boa.

Eri optou pelo Carpaccio de salmão defumado, cream cheese, folhas verdes e azeite extra virgem na baguete integral. Valor do prato: R$ 39,90 (inteiro)

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Minha escolha foi o sanduíche de salmão defumado. Eu adoro carpaccio (de peixe então…huuum) e quando bati o olho não tive dúvidas. Mas havia pequeno detalhe: sou intolerante ao glúten e como não posso comer nada que tenha trigo, pedi se poderia substituir. A resposta foi afirmativa e sem acréscimo no valor final. Ponto positivo aí!
Foi uma boa “escolha”, pois me surpreendi com o pão – ao contrário da maioria dos pães sem glúten, esse era macio e muuuito saboroso, tanto que peguei a fatia pra comer sozinha! hahaha O salmão estava delicioso e fresquinho. O toque final ficou por conta do cream cheese, as folhas verdes e o azeite extra virgem. O sabor de cada ingrediente ficou bem definido (prefiro assim!) e o sanduíche me saciou bem, tanto que demorou pra eu sentir fome novamente.

Eu fui direto e reto no hamburguer, era essa a minha meta: Hamburguer de Quinoa, no pão de integral, com salada de folhas e pasta de Humus. Valor do prato: R$ 32,90

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Eu jurava que viria um hamburguer com “cara” de hamburguer, mas não foi o que rolou. Mas isso era pré-conceito meu, tá, gente?! Quando eu vi apenas uma fatia de pão, pensei: vou ficar com fome. Gente, eu estava completamente errada. O prato estava uma delícia, a quinoa maravilhosamente preparada e nada amarga, a pasta de humus estava tão boa que fiquei economizando para comer no final. As folhas novinhas. Para o meu paladar a comida estava pouco temperada, mas foi só colocar um molhinho de pimenta exxxperto e pronto. A pasta de humus com a pimenta era de comer rezando.

O local possui poucos lugares, mas dá para comer confortavelmente. O horário do almoço é concorrido e todos os lugares ficam ocupados. Se você for para o almoço, ainda dá para sair de lá com umas delícias para o café da tarde (e o melhor, tudo orgânico!). Adorei a experiência e quero voltar outras vezes.

Preço por pessoa: R$ 38,33
Onde: Rua Carlos Weber, 1622 – Vila Leopoldina – São Paulo/SP
Horário de Funcionamento: Segunda a Sexta das 8h às 19h – Sábado das 8h às 16h
Na internet: Facebook, Instagram, Website

juliana

Quase 38, Paulistana de coração há 16 anos. Cuidadora das finanças alheias, mãe de 2 lindezas. Já treinou Vôlei, Tae Kwon Do, tentou natação, judô,...

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SIIIIIIIIIM! Vamos ter encontrinho, treino e muita diversão! \o/

Estávamos MALUCAS para contar a novidade: dia 19/03/2016 vamos realizar uma aula exclusiva de Ladies Camp na Team Nogueira Zona Oeste, aqui em São Paulo.

Imagem: Mulher se preparando para treinar, por Shutterstock.

Imagem: Mulher se preparando para treinar, por Shutterstock.

Se você não sabe o que é o Ladies Camp, não se preocupa. Também não sabíamos e, por isso, fomos até lá conferir. A aula tem 1h de duração, mas é tão dinâmica que você nem sente o tempo passar. Ficamos uma hora dando socos e chutes, rindo MUUUUITO, foi demais. Adoramos! Olha só:

As vagas para o treino são super limitadas e vamos fazer uma escolha aleatória entre as nossas seguidoras do Instagram que disserem que se interessam em participar do treino, em qualquer imagem de divulgação do treino que postarmos no Instagram. Como vamos postar algumas vezes a imagem até o dia 10/03 (quando escolheremos as participantes), fica a dica: falando em apenas uma das imagens que quer participar, já vale. Não precisa se preocupar de falar em todas as imagens, ok? 😉

E aí, nos vemos dia 19/03?

ana

32 anos, do ABC Paulista, diretora de arte. Já nadou, jogou futebol, correu, praticou musculação... Mantém a disposição se alimentando bem e se mexendo regularmente.

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Está escrito no meu perfil que fui uma criança/adolescente ativa. E fui mesmo! Fiz alguns esportes, mas os que pratiquei por anos foram: natação, handebol e ginástica olímpica – inclusive neste último fui convidada pra treinar profissionalmente no centro olímpico (obviamente não fui). Quero enfatizar que nesse tempo todo nunca tive sequer uma lesão! No máximo, uns machucados e roxos, comuns do esporte. Por causa dos estudos e casamento (aos 20 anos), larguei de mão, virei uma pessoa totalmente sedentária e assim fiquei por mais de dez anos.

Como muitas pessoas por aqui, comecei a correr. E me apaixonei pela corrida e a sensação que ela me trazia.
E me inscrevi em 1836446382635 provas (passei por muitos meses indo em corridas to-do-san-to-do-min-go).
E não me cuidei. E me machuquei pra valer.

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Rolo, gelo e bandagem foram meus “companheiros” por um bom tempo

Quando comecei a treinar para minha primeira Meia Maratona, ia quatro vezes por semana na academia fazer musculação. Mas devido à falta de tempo (estava uma loucura aquela época), deslocamento do trabalho e localização da academia, diminuí a frequencia (ia 2 vezes e olha lá), comecei a ir muito esporadicamente, até parar totalmente de fortalecer.
Daí pra frente, com o aumento de volume na corrida e a falta de fortalecimento, comecei a sentir dores no joelho esquerdo. Parei para pensar se não era melhor desistir, mas como as dores praticamente sumiam após o tratamento com rolo, bandagem e gelo, segui em frente.

No dia da prova, fui sem cobranças e decidida a abortar se tivesse qualquer sinal de dor. E ela apareceu nos quilômetros finais, mas como já estava próxima da chegada, decidi completar. E foi o que eu fiz.
Um pouco mais de 2 meses, completei minha segunda Meia Maratona. Era a primeira das meninas (Carô falou um pouco aqui e Ju, aqui), e ˜como deve ser em qualquer estréia em meias˜ corremos sem meta de tempo, respeitando nossos limites e com o coração tranquilo. Depois corri 5k na Athenas e OFF total. Precisava de um tempo pra colocar “a casa em ordem”.

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Minha segunda Meia Maratona e penúltima corrida antes do OFF total

Mas o que eu quero dizer com toooodo esse histórico?
Que ao contrário dos outros esportes que pratiquei (que não tive nenhuma lesão), na corrida não construí uma base forte.
Lá na minha infância, eu treinei com supervisão de um profissional e evoluí aos poucos – está aí uma grande vantagem de um esporte que precisa-se de um acompanhamento atento de um treinador! Você erra, aprende e evolui devagarinho, até porque a qualquer vacilada o risco de se quebrar é grande. rs Imagina se eu caísse feio nas argolas ou barras?

Em um esporte como a corrida, você pode muito bem calçar os tênis e sair correndo por aí sem alguém pra te julgar ou corrigir. Entende? E aí mora o perigo.
Posso te contar um segredo que pouca gente sabe? Não “lasquei” minha banda iliotibial nos treinamentos para a Meia. Comecei a sentir meu joelho “reclamar” lááá no comecinho, nos primeiros meses de transição caminhada/corrida. Como eram pequenos incômodos, achei que era só questão do sobrepeso e por isso fui só “administrando”. E sim, as dores chegaram a sumir por um tempo.

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É preciso saber equilibrar tudo na vida! Imagem:
Pés femininos com sapatos diferentes. , by Shutterstock

Aí volto ao ponto de partida, o equilíbrio. É difícil sair do sedentarismo, mas quando colocamos os dois pés pra fora e iniciamos uma vida ativa é muito comum irmos com sede demais ao pote. É gostosa demais a sensação de superação, de evolução, das pequenas conquistas…ainda mais se tudo acontecer muito rápido! Mas seu corpo não percebe da mesma forma! Seu corpo não é feito de aço. É só imaginar um corpo sedentário por anos e, “do nada”, começa a ser forçado a fazer um monte de atividades.
Falei da corrida porque foi uma vivência que tive, mas isso acontece também em outras modalidades, viu? Musculação, bike, funcional ou tudo junto e misturado. Cuidado com essa história de superação, será que no fundo isso não está disfarçado de orgulho!? Cuidado com as comparações que você faz com a colega. Cuidado com os excessos. CUIDADO COM O EGO!

Sinceramente, fui levada pela emoção de um novo esporte e o que ele estava fazendo com meu corpo (é mara a disposição que você ganha!). Acontece, né gente!? Mas, assim como eu, conheço muuuita gente que foi além e levou isso ao extremo ao ponto de ficar meses sem poder fazer um esforcinho a mais. Isso não é nada legal! Não vivemos do esporte, ele deve ser encarado como parte do pacote saúde e bem-estar, não algo estressante a ponto de prejudicar sua saúde e vida pessoal. É aquela história da dose do remédio, nem mais, nem menos, e sim a dose CERTA!

 

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Recomeçando bem ‘de buenas’

Recentemente conversei com uma amiga e me lembro que achei engraçado quando ela me disse que me acha bem resolvida nisso. Pode parecer, mas pera lááá que não é bem assim! rs

Hoje eu vejo que não vale a pena se forçar. A vida é curta e passa voando. O mais importante não é o momento que se “chega lá” e sim todo o percurso, que é onde passamos a maior parte do tempo.
É muito mais vantajoso ir lentamente, curtir o passo a passo, se cuidando e sentindo cada reação do corpo.

E ainda não mencionei a questão pessoal. Já vi (ainda vejo) pessoas se afastando “dos seus”, deixando de ir à uma festa importante, de prestigiar um amigo, curtir o companheiro (a) num sábado ou domingo de manhã por causa disso. Temos que ser intensos, focados, mas não a ponto de deixar de viver. Se é um estilo de vida, então que seja nem lá, nem cá. Temos que saber administrar e se colocar no lugar do outro. Saber ponderar quando é implicância do parente/companheiro (a) ou razão. Sermos mais humildes pra perceber o quanto estamos exagerando. Não é brincadeira, conheço gente que ficou insuportável a ponto de ser deselegante com a coleguinha, só pra alimentar seu EGO (ou suprir algo que falta na vida dela, só pode).

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Relaxar de vez em quando faz muito bem! Mulher deitada em seu carro com pernas para fora. Liberdade e despreocupação. , by Shutterstock

Aí o tempo passa, morremos e o que ganhamos? Uns likes no Instagram, Facebook e a admiração de meia dúzia de gatos pingados. Oooohhhhhhhhh grande vantagem!
O equilíbrio é um dos requisitos exigidos para se ter uma vida mais saudável! A gente tem muitas coisas para se preocupar. Sem neuras com isso!

Viva um estilo de vida que te faça mais feliz e que você possa levar até o fim. 😉

erica

36 anos, de São Paulo, gestora de moda. Filha de pai japonês e mãe nordestina (Pi), é paulistana de nascença, mas já morou em Manaus,...

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A primeira coisa é essa paródia MARAVILHOSA que a Maíra Medeiros fez e teve apoio de outras youtubers para fazer o vídeo:

MIGA, SUA LOUCA! :p

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  • Uma mega notícia no mundo dos brinquedos: a Barbie vai ganhar diversos biotipos! Chega da Barbie com corpo irreal, é hora das crianças aprenderem desde cedo a gostarem do corpo que tem. O texto da Paula no Grandes Mulheres está ótimo.
  • Se até a Mattel resolveu cair na real, o que as marcas de lingerie estão esperando? No FFW você pode ver a campanha da Lonely, uma marca neozelandesa, que celebra os diferentes corpos das mulheres. Coisa linda de se ver!
  • Qual a história do seu corpo? O que ser do jeito que é muda na sua vida? Qual o tamanho do orgulho que você tem das suas cicatrizes? Essa matéria da tpm mostra o que algumas mulheres pensam sobre o corpo delas.

ana

32 anos, do ABC Paulista, diretora de arte. Já nadou, jogou futebol, correu, praticou musculação... Mantém a disposição se alimentando bem e se mexendo regularmente.

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